Distância Transacional em Cursos Online

Citação

Communication

O caso desse nosso curso de Especialização é um bom exemplo de um modelo de ensino à distância em que o distância transacional é muito pequena.

Quanto ao diálogo entre os professores e alunos, ele se dá de forma constante, com alguma estrutura inicialmente determinada pelos professores, mas com a possibilidade de ampliação deste diálogo de acordo com a necessidade e interesse dos alunos. Essa redução na distância transacional é também possibilitada pelos canais de comunicação e plataforma utilizados no curso, fóruns, glossários, sistema de mensagens, notificações, emails, e utilização do Facebook. Aqui a tecnologia aparece claramente como elemento de transposição da distância transacional entre professores e alunos. Um outro fator determinante neste caso é a personalidade do professor, que é interativo, compartilha conhecimento, dá feedback constante ao grupo, personaliza as interações e demonstra preocupação em proporcionar experiências enriquecedoras de aprendizado para todos os alunos. Em nosso caso, o número de participantes está em torno do ideal para que o diálogo seja próximo e constante, e ainda “administrável” já que quando se tem um número excessivo de participantes, as interações por vezes ficam complexas e difíceis de serem estabelecidas, e alguns alunos podem, inclusive, se sentirem isolados, o que definitivamente não é o caso do nosso curso.
Quanto à estrutura, há uma flexibilidade no programa do curso e estratégias de ensino. Apesar de haver um direcionamento inicial, é perceptível que o conteúdo e programa têm uma margem para mudanças e variações baseados na próprias interações e percepções do grupo e também acomoda e responde às necessidades individuais dos alunos. Um exemplo disso foi o trabalho do Horizon Report. Apesar de todos terem lido o mesmo documento, cada um teve a flexibilidade de escolher sua área de interesse para um aprofundamento do aprendizado.
Quanto à autonomia do aluno, de acordo com Moore, quanto maior a estrutura programática e menor o diálogo, maior autonomia o aluno terá de exercer. Isso certamente trará implicações no sucesso para a finalização do programa, pois o aluno terá que ter persistência e motivação para chegar até o final. No entanto, vejo um outro aspecto que merece investigação. No caso, por exemplo do nosso programa, quanto mais adaptável for o programa, com muito diálogo entre os participantes e mais autonomia do aluno para ir ainda mais além do que está sendo proposto, menor a distância transacional e maior ainda a possibilidade de co-construção do conhecimento e aprendizado do grupo.
João, obrigada pela referência. Adorei a leitura e se relaciona diretamente com a minha experiência no desenho instrucional de cursos à distância dos quais já participei. Haveria alguma versão mais atualizada dessa discussão levando em conta não somente os meios de webconferência que temos disponíveis atualmente, mas também a inclusão dos dispositivos móveis na equação?

Depois de ter lido o texto de Moore sobre Distância Transacional sugerido pelo professor João Mattar, fiz as seguintes considerações, fazendo um paralelo com o nosso Curso de Especialização sobre Inovações em Tecnologias Educacionais  da Universidade Anhembi Morumbi.

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