Conceituação e Categorização do Desenho Instrucional

Citação

Resumo da Professora Andréa Filatro sobre os diferentes tipos de DI,

“O DI fixo baseia-se na separação entre as fases de concepção (design) e execução (implementação), envolvendo o planejamento e a produção de cada componente do DI antecipadamente à ação de aprendizagem. Em geral, o produto resultante é rico em conteúdos bem estruturados, mídias selecionadas e feedback automatizado. Neste tipo de DI, padrões de metadados e empacotamento de conteúdos dão conta da interoperabilidade técnica e da verificação da qualidade, porque o foco está principalmente na organização, sequenciamento, localização, recuperação, exibição e reutilização de conteúdos.

DI aberto, também chamado de design on-the-fly, envolve um processo mais artesanal, no qual o design privilegia os processos, mais que os produtos, da aprendizagem. Em geral, os artefatos são criados, refinados ou modificados durante a execução da ação educacional. Para muitos, este é o modelo que mais se aproxima da natureza flexível e dinâmica da aprendizagem. Este tipo de DI produz um ambiente menos estruturado, com mais links encaminhando a  referências externas. Também implica menor qualidade de mídias, já que elas exigem condições diferenciadas e prazos extensos de produção, além de elevados custos de desenvolvimento. Pelo menos enquanto não há sistemas adaptativos inteligentes o bastante, o DI aberto pressupõe a participação de um educador durante a execução.

Já o DI contextualizado, como definimos em pesquisa anterior, é a ação intencional de planejar, desenvolver e aplicar situações didáticas específicas que incorporem, tanto na fase de concepção como durante a implementação, mecanismos de contextualização e flexibilização. Reconhece a necessidade de mudanças on-the-fly levadas a termo pelos participantes, admitindo, contudo, que a personalização e a flexibilização também podem ser asseguradas por recursos adaptáveis previamente programados. Ou seja, esse tipo de DI busca o equilíbrio entre a automação dos processos de planejamento e a personalização e contextualização na situação didática.”

Referente ao texto: http://www.abed.org.br/congresso2008/tc/511200841151PM.pdf

Os três exemplos explorados no curso foram o do FGV, MIT e do Open University:

http://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos
http://ocw.mit.edu/index.htm
http://www.open.edu/openlearn

Algumas considerações que fiz no grupo:

“O modelo de nosso curso não segue um DI fixo. Apesar de parte dos conteúdos poderem ser reutilzados no grupo, acredito que ele tem um pressuposto construtivista em que os próprios participantes interagem, e intervém no direcionamento do currículo, sempre com o direcionamento da professora. Então, creio ser um modelo mistro entre o DI aberto e contextualizado, e volto a afirmar, que tem um viés sócio-construtivista, conectivista talvez?!

Quanto ao questionamento da Profa Andréa em relação ao propósito de cada modelo, o fixo, aqui representado pelo da FGV, tem o propósito de atender às massas, com formação profissional pontual, em que os recursos multimídias mais elaborados dão o tom do curso, com uma linguagem e estrutura bem definidas em todos os componentes curriculares, para um aprendizado auto-direcionado, autônomo.

Já o curso do MIT, com seu modelo aberto, teve sua utilização para os próprios alunos do MIT, onde cada professor tinha liberdade de organizar seu próprio material, seguindo certos parâmetro e diretrizes, e como esse material pode ser útil para o público em geral foi disponibilizado em formato aberto e online para também atender às massas.

O modelo de DI da Open University, contextualizado, acho estar bem dentro de uma tendência de “micro teaching/micro learning” em que o aprendiz tem um currículo que pode usar em pequenas doses, tendo uma sequência, mas que pode ser modificada. Além disso, a arquitetura do curso tem na parte social, de compartilhamento, a forma de contextualizar o aprendizado e incentivar que o aluno possa trabalhar em grupo. Esses cursos podem ter sido criados com o intuito de grupos de pessoas ou instituições o reutilizarem para capacitação profissional.”

Há, no entanto, alguns questionamentos sobre o conceito de Design Instrucional no mundo tecnológico e conectado em que vivemos:

George Siemens sugere uma expansão do conceito de Design instrucional já que o mundo a nossa volta mudou com a abundância de informação disponível a todos atualmente. Estamos em um mundo interconectado feito de redes. Ele enfatiza a necessidade de novos modelos em novas situações. Siemens sugere, inclusive, o conceito mais abrangente de Design da aprendizagem ao invés de design instrucional, não apenas como uma simples mudança de nomenclatura, mas tendo como premissa o fato de que a maior parte dos modelos de design instrucional assumem que a a criação de um processo instrucional é o principal objetivo do design, limitando-o a uma visão do domínio da aprendizagem baseada apenas na transmissão em que o foco está nos objetivos de aprendizado, análise e sequência do conteúdo e definição da sequência instrucional. Esse modelo de DI tem valor específico na criação de cursos, programas e workshops em que o instrutor, por meio das atividades construídas pelo designer, está no centro de todo o processo educacional. No entanto, de acordo com Siemens, o DI não abrange outros dominios do aprendizado, como a emergência, acreção e aquisição.

Neste sentido, o design da aprendizagem é o processo pelo qual, através do Ciclo de Desenvolvimento da Aprendizagem, o designer foca nos differentes objetos durante o processo .

Siemens, George (2005). Learning Development Cycle: Bridging Learning Design and Modern Knowledge Needs. Disponível em: http://www.elearnspace.org/Arti cles/ldc.htm

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