Nanocurso sobre Presença Social Online

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Como projeto final da disciplina de Tutoria e Docência Online e Avaliação, eu e o Vini Lemos trabalhamos juntos. Tínhamos de elaborar um projeto de tutoria online. No entanto, acho que fomos além e não só apresentamos o projeto, mas conseguimos desenhar o curso sobre Presença Social Online. Na verdade, decidimos entitulá-lo Nanocurso porque é um recorte de um macro tema de docência online.

Trabalhamos incessantemente e colaborativamente por duas semanas para acertarmos um desenho instrucional contextualizado em que o participante do curso tivesse uma experiência de aprendizado conectivista, trabalhando de forma autônoma e também colaborativa. A premissa principal do curso foi a elaboração de atividades digitais que incentivassem a troca, a descoberta, o desenvolvimento de uma trilha pessoal. Esse trabalho final representa a culminância de tudo que estudamos na especialização, tendo como premissa no curso uma visão conectivista para o aprendizado, resumida aqui nas palavras do Prof. João Mattar (2012),

“ Como na aprendizagem construtivista, a presença do ensino no conectivisimo é criada pela construção de caminhos de aprendizagem e pelo design e suporte de interações, de tal forma que os alunos fazem conexões com recursos de conhecimento existentes e novos. Ao contrário de pedagogias anteriores, o professor não é o único responsável pela definição, pela geração ou pela atribuição de conteúdo. Em vez disso, os alunos e os professores colaboram para criar o conteúdo do estudo e no processo recriam esse conteúdo para uso futuro por outros, incluindo os alunos ensinando aos professores e uns aos outros.”

O resultado desse caminho de aprendizagem, uma trilha que delineamos por meio de um design de aprendizagem flexível em que os alunos fazem conexões e por meio delas e das interações uns com os outros aprendem, pode ser conferido no http://oprofessoronline.wordpress.com  e o nosso plano de tutoria está também disponível aqui.


 

Referência

MATTAR, J. Tutoria e interação em educação a distância. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

 

Tutoria Online e Operadores de Inteligência Coletiva

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Para qualquer docente online, antes de iniciar o processo de moderação e facilitação de experiências online para o aprendizado, é necessário que ele entenda aspectos de Inteligência Coletiva, avaliação, Design Instrucional e teorias de aprendizagem para que esteja pronto e tenha o embasamento teórico para colocar na prática pedagógica de cursos online atividades que sejam relevantes, contextualizadas e que incentivem a colaboração e co-construção do conhecimento por meio de atividades interativas. Além disso, deve estar sempre atualizado em relação às ferramentas digitais que pode utilizar em seu modelo instrucional para uma experiência de aprendizado rica, transformadora e conectada.

Muitos dos cursos online disponíveis atualmente carecem da mediação adequada de um professor, que, na maioria das vezes, não passou por uma capacitação adequada, tampouco experimentou ser aluno em ambiente virtual.

Assim, nas discussões sobre operadores de Inteligência Coletiva propostas na disciplina tutoria e docência online, depois de ter lido o capítulo 2 da tese de Mestrado do Professor Ery, coloquei o seguinte em relação aos operadores de Inteligência Coletiva:

Talvez o mais importante para quem trabalha com docência online é entender as interrelações entre os diversos operadores de Inteligência Coletiva de forma a potencializá-la ao criarmos um espaço de aprendizado que seja colaborativo, que promova a discussão, reflexão, experimentação. Ao entendermos a interseção dos elementos metodológicos e as opções que temos dentro do DI, além da compreensão das diversas teorias de aprendizagem (behaviorista, socioconstrutivista, cognição distribuída e conectivista), tecnológicos com seus inúmeros recursos de mídia e dos elementos sociais com as formas pelas quais interagimos e nos inserimos em comunidades de aprendizagem, podemos estar em contínuo aperfeiçoamento  na implementação de novas formas diferenciadas de ensinar e aprender que explorem tanto a inteligência potencial, quer dizer, a utilização e remixagem desse conhecimento armezanado, como a inteligência cinética em que alunos e professores têm papel essencial na co-construção do conhecimento com produção de conteúdo, recursos, que podem ser reutilizados pela comunidade.   E quanto entendemos o valor dessa inteligência coletiva que pertence a todos e a cada um construída por uma metodologia em determinada mídia e de forma social, também passamos a dar valor e a entender o caráter aberto do conhecimento e tenho a esperança que isso gere uma produção cada vez maior e melhor de recursos educacionais abertos que possam sem apropriados e reapropriados pela comunidade como um todo. 

Em relação a outros operadores, fiquei me questionando se nossa própria cultura não entraria dentro do operador social. E falo aqui não só da cultura em que vivemos, mas também da própria cultura institucional que de certa forma ditará como os cursos online serão desenhados, qual o perfil da docência online, como será feita essa construção do conhecimento e como este será compartilhado. 

Também acredito que teremos cada vez mais tipos de mídias que terão muita força na potencialização da inteligência coletiva, como novos tipos de redes sociais e possibilidades dentro de dispositivos móveis. Creio que tudo isso impacta no ecossistema da Inteligência Coletiva. 

Na discussão do grupo, achei interessante o modelo de Zeng compartilhado pelo professor Eri, que representa o ecossistema da Inteligência Coletiva em que as interações, feedback, interações onde há a negociação entre o grupo, mas é também marcado pela autoregulação e autonomia do aluno.

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Referência

SILVA, J.E. Operadores de Inteligência Coletiva em Ambientes Virtuais de Aprendizagem. 2010. Tese (Mestrado em Aprendizagem e Semiótica Cognitiva) -Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Pontífica Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2010.

Plano de Gestão de EAD – Algumas Considerações

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https://www.flickr.com/photos/carlaarena/14703290563/

Na disciplina sobre Gestão em EAD, essas foram algumas colocações que fiz em relação aos principais aspectos a serem considerados quando da elaboração do documento que servirá de base para o projeto em EAD:

Em relação aos aspectos administrativos, é importante uma análise preliminar via SWOT sobre as oportunidades/ameaças/pontos fortes e fracos da instituição para se determinar qual o caminho tomar em relação ao projeto EAD. Quando percebemos onde nos inserimos interna e externamente, temos a capacidade de vislumbrar nichos de mercado que nos trarão um diferencial competitivo. No plano, a visão, missão e objetivos da empresa devem estar claros e os papéis das diversas áreas bem definidos. Além disso, cronogramas do projeto, implementação, execução e avaliação também devem ser traçados.

Em termos técnicos, precisamos ter o escopo e definirmos os recursos que serão utilizados. A equipe formada, preferencialmente multidisciplinar, dever ter profissionais tanto da área pedagógica quanto de TI, além de designers instrucionais e gráficos. Deve-se também colocar em perspectiva como será feito o suporte técnico para o aluno, os manuais que deverão fazer parte do programa para que questões técnicas não atrapalhem o aprendizado, e sim, o potencialize. As opções tecnológicas dependerão das sondagens preliminares e do orçamento para o projeto.

 

Em relação ao pedagógico, é preciso definir qual será a linha de instrução aprendizado que a instituição irá seguir. Será mais direcionado? Ou o aluno terá uma atuação mais autônoma? é aberto, construtivista, ou será um conteúdo mais prescritivo? Como se darão as interações? Qual será o papel do professor no projeto? Como serão feitas as avaliações? e certificação?

 

Em um projeto de EAD, há muitas varíaveis para serem levadas em consideração, com vários atores envolvidos no processo.

 

Em relação às ações que teriam impacto importante na implantação do EAD em uma instituição:

Acho que para que haja uma convergência entre o desenvolvimento tecnológico e sua aplicação na área de ensino de inglês (área em que atuo), há várias estratégias que precisam ser adotadas:

 

No nível macro, as institituições de ensino precisam incentivar seus profissionais a avançarem na área por meio de capacitação continuada (não apenas com a ideia de treinamentos uma vez por semestre, antes do início das aulas), não apenas internamente, mas por meio de cursos de extensão, especialização, etc. Além disso, na avaliação dos funcionários deve haver itens relacionados ao interesse do profissional em desenvolvimento no letramento digital

_ Identificação na instituição de profissionais multiplicadores de boas práticas na área de Tecnologia Educacional para que disseminem boas práticas entre os outros (inclusive dando horas para esses multiplicadores trabalharem no suporte ao outros)

– Interesse da liderança institucional em desenvolver suas próprias competências e habilidades na área digital (líderes precisam ser um bom exemplo daquilo que achamos que deve ser o padrão da instituição)

– Disponibilização de plataformas colaborativas e de comunicação para todos os funcionários (assim passarão a utilizar para assuntos acadêmicos e burocráticos)

 

No nível micro, os professores precisam entender que atualmente as instituições não têm como suprir toda a demanda de capacitação profissional, e na verdade, com as ferramentas, plataformas, programas e cursos amplamente disponíveis digitalmente, os profissionais devem ser responsáveis por seu próprio aperfeiçoamento e desenvolvimento. Acho que dois termos que não têm tradução direta e que são importantes nessa esfera, Accountability e Agency, no sentido de que todos nós devemos ser responsáveis e tomarmos à frente de nosso próprio movimento educacional.

 

Acho que só assim poderemos diminuir o espaço entre o que temos em termos de tecnologia e o que fazemos dela.

 

Quanto ao impacto da evolução dos sistemas digitais no EAD,

Acho que o maior impacto se dá no “timing” para a implementação das soluções e também na gestão por inovação. Cada vez mais, precisaremos de agilidade nas soluções que atendam às demandas e necessidades do público-alvo e, ao mesmo tempo, precisaremos encontrar soluções inovadoras na gestão educacional usando meios digitais que contemplem acessibilidade, navegabilidade e usabilidade e adaptabilidade. Isso significa que deveremos ter uma preocupação em buscarmos soluções educacionais que contemplem acesso via múltiplas plataformas, com fácil navegação para que o usuário consiga aprender, construir, colaborar. Assim, cada vez mais, devemos buscar caminhos digitais de aprendizado em que os alunos tenham uma experiência personalizada e com a orientação do professor e sua intervenção quando necessário.

 

Na gestão de EAD há diversos desafios técnico e pedagógicos e isso implica em uma necessidade ainda maior de grupos gestores multidisciplinares em que membros sejam de áreas distintas e complementares, como TI, TE, designer instrucional, professores, designers gráficos, etc. Dependendo do escopo do projeto, há ainda que se considerar as formas financeiras para viabilizar o seu desenvolvimento.

 

Se por um lado, então, temos que considerar uma gestão de EAD muito mais abrangente, multidisciplinar e com custos altos, por outro, vejo também o movimento oposto em que ações individuais ou coletivas de gestão de EAD baseadas em plataformas abertas, de baixo custo e em ferramentas Web2.0 também proporcionam a possibilidade de ações educacionais pontuais e com pouco recurso financeiro. Atualmente, há vários exemplos, de MOOCs a cursos online oferecidos por professores sem vínculos institucionais que estão transformando o cenário educacional. Há propostas de cursos livres, por exemplo, e até cursos totalmente gratuitos. Eu, por exemplo, participo de um projeto de cursos online gratuitos em diversas áreas do conhecimento para professores de inglês que é baseado em um sistema de facilitadores voluntários em treinamentos de alto nível. O projeto que já existe há uma década é conhecido como Electronic Village Online: http://evosessions.pbworks.com . Mais sobre o projeto http://www.tirfonline.org/wp-content/uploads/2013/02/TIRF_OLTE_CaseReport4_Hanson-Smith.pdf  (em inglês)

 

Acho, então, que veremos cada vez mais sistemas de gestão de EAD mais complexos, multidisciplinares e caros por um lado, e, por outro, ações coletivas e individuais de baixo custo, mas com qualidade, que estarão na interseção do aprendizado formal-informal.

 

Quanto às medidas curriculares apresentadas pelas novas possibilidades de sistemas digitais,

Institucionalmente, acho que o primeiro passo seria a criação de um grupo multidisciplinar para estudar, explorar possibilidades e redirecionar a forma como se aborda ensino/aprendizagem com tantas possibilidades digitais. Acredito que uma forma interessante de trabalho nessa área é a utilização, por exemplo,  do processo de design thinking,  que vai desde a descoberta dos reais desafios/problemas que enfrentamos até a prototipagem e teste da solução encontrada.

 

Para que a gente busque novas soluções para as estruturas curriculares que temos hoje precisamos buscar novos modelos, exemplos de sucesso, ideias em outras áreas do conhecimento. Só assim imaginaremos propostas realmente inovadoras que potencializem e amplifiquem as possibilidades que o mundo digitalizado nos proporciona. Devemos buscar soluções que capitalizem o uso do digital para o que ele faz bem, quando o consideramos como plataforma múltipla (web/dispositivos digitais) para a busca de informação/conteúdo, para interação e colaboração, e repensarmos, nesse processo, o papel do professor como orientador do processo de aprendizado.

 

Para isso, é necessário também um repensar nas formas de capacitação profissional, que seja contínua, significativa e personalizada para que o professor desenvolva as suas competências digitais, além de sua constante atualização em sua área de conhecimento e especialização.

Educação Hibridizada

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Uma tendência irreversível de hibridização do ensino/aprendizado, utilizando o presencial e o online de forma flexível nos processos, no tempo. O modelo blended será o grande modelo do ensino/aprendizado nos próximos anos porque se utiliza do presencial para a criação de comunidades e proximidade e também do online para as atividades em que o aluno produz melhor digitalmente.

O blended também pode significar intercalar espaços dentro da própria escola.

Excelente discussão do Prof. João Mattar e Moran.

Aqui meu comentário no Youtube sobre o vídeo,

O que mais me chamou a atenção nessa discussão e que venho abordando com os colegas é o fato de que muitas vezes consideramos que modelos híbridos referem-se apenas ao digital/presencial, mas, de fato, temos que pensar na hibridização dos espaços do aprendizado, estendendo a sala de aula para além das quatro paredes, para outros espaços, sejam eles físicos ou digitais, para enriquecer as experiências de aprendizado. Cada vez mais, nós, educadores, temos que estudar neurosiência e suas aplicações na educação para entendermos a importância dessa discussão do híbrido em várias dimensões para o aprendizado.

Em um vídeo da Khan Academy sobre modelos híbridos, há uma referência interessante sobre o papel do professor e a mudança pela qual passa em um ambiente blended:

No vídeo abaixo, há exemplos de escolas americanas adotando o modelo híbrido:

https://pt.khanacademy.org/partner-content/ssf-cci/sscc-teaching-blended-learning/sscc-blended-case-studies/v/sscc-blended-summitteach 

Na Summit Public School, há a ideia de

  • Tempo personalizado para o aprendizado – uma hora por dia em que os alunos escolhem o tema que estudarão e se dedicam autonomamente a ele; quando o aluno está pronto e sente que entendeu o assunto, coloca o nome no quadro para uma avaliação e o professor libera a avaliação para o aluno; é um incentivo para o aluno ser auto-direcionado, buscar respostas e ser desafiado naquilo que quer aprender.
  • tempo para projetos” em que os alunos desenvolvem competências para concluir com sucesso projetos; trabalham em grupo e o professor facilita o processo
  • ensino em equipe – professores dão aula juntos e trabalham os pontos que são fortes no seu ensino; se especializam mais em suas áreas de interesse e expertise, pois complementam o ensino um do outro
  • Sextas de coaching em que os professores guiam os alunos em seus processo de aprendizagem. É uma extensão do conceito de tempo personalizado para o aprendizado, mas, nesse caso, os professores têm encontros individuais com os alunos para guiá-los em suas trilhas de aprendizado e também para dar-lhes feedback individualizado.

Na escola KIPP LA, a professora menciona que por causa do sistema blended tem a possibilidade de ensinar em grupos pequenos enquanto certos alunos trabalham em plataformas adaptativas; mesmo quando os alunos não estão com a professora, continuam aprendendo em plataformas online, com apps que trabalham com o desenvolvimento de diferentes habilidades. A professora também menciona como impacta o aprendizado do aluno com tecnologia em diferentes formas e momentos quando, por exemplo, consegue obter dados instantâneos de sistemas digitais de avaliações, podendo fazer as intervenções pedagógicas necessárias. Faz parte da cultura do KIPP LA utilizar tecnologia para maximizar ganhos de aprendizado, mas mantendo formas tradicionais de ensino onde são necessárias e eficientes. A essência do projeto educacional da KIPP LA é desenvolver nas crianças valores e caráter (valentia, gana, honra e reflexão)

No caso do Navigator Schools, os elementos pedagógicos essenciais são:

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A premissa básica de ensino é instruir-avaliar-reagrupar. Também se preocupam com a ideia de “whole-brain learning”, quer dizer, fazer com que várias partes do cérebro sejam ativadas durante o processo de aprendizado por meio de movimento, canções, atividades com pares, repetição, entre outros.

A grande questão? Como fazer com que o professor faça a transição de um sistema tradicional do professor na frente fazendo preleções para um sistema híbrido, mais flexível e descentralizado?

Os próprios professores têm que acreditar no processo e se “apoderarem” dele. É importante assistirem aulas e aprenderem com outros professores, estarem abertos ao erro e tentar resolvê-los inclusive com o feedback dos próprios alunos. A inovação também deve fazer parte da cultura docente para que essa transição ocorra e seja implementada


 

Algumas referências sobre a sala de aula invertida (The Flipped Classroom), que também tem como pressuposto um modelo híbrido de ensino/aprendizado.

http://www.washington.edu/teaching/teaching-resources/flipping-the-classroom/
http://ctl.utexas.edu/teaching/flipping_a_class/how_to_flip


 

Crossposted no http://carlaarena.com/modeloshibridos/

Design Instrucional

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Em sua tese de mestrado, Pinheiro (2002), além de oferecer uma perspectiva histórica da EAD e tratar dos modelos de DI de Willis, Eastmond, Moore & Kearsley, oferece um modelo de DI baseado em elementos de cada um desses modelos anteriores para cursos à distância! levando em consideração,

– Estratégias para a Análise (identificação da filosofia da instituição, análise das necessidades e audiência, da gestão tecnológica da instituição , análise de mídias, de custos, definição de objetivos.

– Estratégias para o Design (definição da equipe da grade curricular, das estratégicas pedagógicas e tecnológicas e definição de cronograma)

– Estratégias para o Desenvolvimento e Implementação (produção e adaptação do material, montagem e configuração de ambientes, treinamento de professores e tutores, definição de suporte técnico e pedagógico)

– Estratégias para avaliação e revisão (definir o que avaliar e como, como será feita a revisão, avaliação da eficiência do sistema e da eficácia do curso)

PINHEIRO, Marco Antonio. Estratégias para o Design Instrucional de Cursos pela Internet: um Estudo de Caso. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis. Disponível em <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/83984/185797.pdf?sequence=1>. Acesso em:
6 abril 2014.

Já a professora Andrea Filatro explora o design Instrucional contextualizado que se caracteriza “pela ação intencional de planejar, desenvolver e aplicar situações didáticas específicas que, valendo-se das potencialidades da Internet, incorporem, tanto na fase de concepção como durante a implementação, mecanismos que favoreçam a contextualização e a flexibilização.
O fato de pensar no DI como um fractal em vez de uma série de ações vistas separadamente e em momentos distintos dá muito mais dinamismo ao modelo de DI.

FILATRO, Andrea & PICONEZ, Stela. Design Instrucional Contextualizado. 2004. Disponível em <http://ead.opet.net.br/conteudo/ead/Moodle_2.0/pos_graduacao/MBA_educ_dist/prat_tutoria/PDF/LEITURA_3_aula_2.pdf>. Acesso em: 6 abril 2014.

Distância Transacional em Cursos Online

Citação

Communication

O caso desse nosso curso de Especialização é um bom exemplo de um modelo de ensino à distância em que o distância transacional é muito pequena.

Quanto ao diálogo entre os professores e alunos, ele se dá de forma constante, com alguma estrutura inicialmente determinada pelos professores, mas com a possibilidade de ampliação deste diálogo de acordo com a necessidade e interesse dos alunos. Essa redução na distância transacional é também possibilitada pelos canais de comunicação e plataforma utilizados no curso, fóruns, glossários, sistema de mensagens, notificações, emails, e utilização do Facebook. Aqui a tecnologia aparece claramente como elemento de transposição da distância transacional entre professores e alunos. Um outro fator determinante neste caso é a personalidade do professor, que é interativo, compartilha conhecimento, dá feedback constante ao grupo, personaliza as interações e demonstra preocupação em proporcionar experiências enriquecedoras de aprendizado para todos os alunos. Em nosso caso, o número de participantes está em torno do ideal para que o diálogo seja próximo e constante, e ainda “administrável” já que quando se tem um número excessivo de participantes, as interações por vezes ficam complexas e difíceis de serem estabelecidas, e alguns alunos podem, inclusive, se sentirem isolados, o que definitivamente não é o caso do nosso curso.
Quanto à estrutura, há uma flexibilidade no programa do curso e estratégias de ensino. Apesar de haver um direcionamento inicial, é perceptível que o conteúdo e programa têm uma margem para mudanças e variações baseados na próprias interações e percepções do grupo e também acomoda e responde às necessidades individuais dos alunos. Um exemplo disso foi o trabalho do Horizon Report. Apesar de todos terem lido o mesmo documento, cada um teve a flexibilidade de escolher sua área de interesse para um aprofundamento do aprendizado.
Quanto à autonomia do aluno, de acordo com Moore, quanto maior a estrutura programática e menor o diálogo, maior autonomia o aluno terá de exercer. Isso certamente trará implicações no sucesso para a finalização do programa, pois o aluno terá que ter persistência e motivação para chegar até o final. No entanto, vejo um outro aspecto que merece investigação. No caso, por exemplo do nosso programa, quanto mais adaptável for o programa, com muito diálogo entre os participantes e mais autonomia do aluno para ir ainda mais além do que está sendo proposto, menor a distância transacional e maior ainda a possibilidade de co-construção do conhecimento e aprendizado do grupo.
João, obrigada pela referência. Adorei a leitura e se relaciona diretamente com a minha experiência no desenho instrucional de cursos à distância dos quais já participei. Haveria alguma versão mais atualizada dessa discussão levando em conta não somente os meios de webconferência que temos disponíveis atualmente, mas também a inclusão dos dispositivos móveis na equação?

Depois de ter lido o texto de Moore sobre Distância Transacional sugerido pelo professor João Mattar, fiz as seguintes considerações, fazendo um paralelo com o nosso Curso de Especialização sobre Inovações em Tecnologias Educacionais  da Universidade Anhembi Morumbi.